IT AURUS - Gestão de Serviços
Home arrow Artigos arrow HDI Entrevista: George Paras, diretor da EAdirections e membro do ITIM 2007
HDI Entrevista: George Paras, diretor da EAdirections e membro do ITIM 2007 PDF Imprimir E-mail

 Integrando TI aos negócios: Uma conversa com o membro do ITIM 2007, George Paras. Paras é diretor da EAdirections e Pete McGarahan é dirigente do ITIM Association.

George S. Paras é amplamente reconhecido como orador, escritor, instrutor e líder de novos projetos da EA (Enterprise Architecture), estratégia e planejamento, gerenciamento de portfólio e gestão de TI com mais de 26 anos de experiência em tecnologia da informação e negócios. Paras treinou centenas de gerentes de TI nos aspectos práticos de criação efetiva e em programas EA de sucesso em diversas empresas como Canadian Pacific Railway, W.W. Grainger, United Airlines, Dow Chemical, State of Missouri, U.S. Navy, Bank of America, U.K. Federal Government, Allstate, e Sears Canada.

McGarahan: George, é um grande prazer ter você aqui como nosso entrevistado. Eu estou com grandes expectativas em hospedá-lo em Las Vegas, na conferencia ITIM 2007. Vamos logo as questões. Como a Enterprise Architecture ajuda as organizações a manterem-se ágeis e as ajuda na adaptação a todas as mudanças no meio de negócios?

Paras: Certamente, obrigada Pete. Um dos aspectos únicos do Enterprise Architecture (EA) é o seu domínio em várias disciplinas, o que nos faz, na profissão de TI, possuir muitas características e atributos únicos. No design do EA está embutida a noção de olhar a empresa como um todo. Nós passamos muito tempo focados na tecnologia da informação, que é um pedaço pequeno da empresa. Porém, essa é uma área específica, de implementação de projetos específicos, de informação das bases de dados, aplicação de soluções, etc. Há pouquíssimas áreas na empresa onde as pessoas têm a liberdade de estar acima de todas aquelas coisas e ter um olhar do business como um todo. Essa é a verdadeira essência do EA.

O EA é focado na empresa e nos grandes objetivos dela, sempre enxergando o resultado em longo prazo. Assim como todos sabemos, organizações são passiveis de modificações, e quando abraçamos a causa de uma empresa com o objetivo de desenhar e planejar ações estratégicas, você precisa começar tomando importantes decisões, que incorporem agilidade e sucesso aos negócios de TI. Ao olhar a complexidade de processos de sua empresa, ou quantos silos você possui, ou quanto de integração você precisa e, especificamente, o quanto de flexibilidade você pretende criar em sua empresa, é exatamente a situação da maioria dos clientes que eu falo hoje. Eles se sentem frustrados porque não são capazes de descobrir as necessidades de seus negócios o mais rápido possível, porque há alguns anos eles não haviam se projetado e planejado para as rápidas mudanças do mundo.

EA essencialmente dá a você a perspectiva e a oportunidade de realizar um balanço dos departamentos da empresa e de reconstruir essas partes de tal modo que se possa desmontar e depois reunir de novo, reorganizando de acordo com o andamento transformacional que os negócios precisam.

McGarahan: Obrigada George. Na sua experiência, quantas empresas utilizaram o Enterprise Architecture como um componente de série da área de TI?

Paras:
Bem Pete, eu gostaria que fossem todas... Mas infelizmente nem todas elas chamam de Enterprise Architecture e nem todos elas praticam da forma que eu gostaria de ver. A realidade na maioria das vezes é que, facilmente, 30 a 40% das organizações não estão nem na metade do caminho para atingir os critérios do EA. Já os remanecentes estão no estágio da tentativa, muito no começo do processo. Muitos tentaram isso antes e não fizeram as coisas necessárias para o sucesso e estão bem no começo da jornada. Se começarmos a relembrar, há dez anos esse número chegava a 5%.   Sendo assim, o índice de profissionais aptos a aplicar o EA hoje em dia nas empresas cresceu muito desde a ultima década, apesar de estar longe do ideal.

McGarahan: Todos os dias eu recebo pelo menos um e-mail ou vejo um webcast ou um white paper sobre SOA (Service Oriented Architecture). SOA e EA são a mesma coisa, são próximos, um dá suporte ao outro?

Paras:
Bem, SOA e EA não são exatamente a mesma coisa, mas eles estão bem próximos. Quando falamos SOA na comunidade de EA, nós estamos falando menos sobre a implementação dos detalhes e de como codificá-los e rodá-los. Nesse caso o EA tem uma importante função na estratégia de mostrar a estrutura da empresa, acumulando informações dos negócios e dos serviços de tecnologia, que expressem as operações de mercado e o desenho dos negócios, sendo assim mais estratégico e menos operacional.

Explicando, existem os “chunks of modularity”, uma funcionalidade para os negócios em que todos os seus serviços são automáticos, com interfaces bem definidas, consistentes, que chamamos de “balanço entre departamentos” que eu mencionei anteriormente, o qual permite que o negócio se organize sozinho para explorar e re-explorar os serviços, para adquirir serviços de fora e a produzir serviços para vender a outra pessoa. Essas são as funções do SOA.

Como o EA foi projetado focado nas empresas, no business, ele possui a ímpar habilidade de técnica escalonada, com uma visão panorâmica da empresa e as ajudam a expressarem, em seu catálogo de serviços, um modo que guia o desenvolvimento dos mesmos ao longo do tempo, sem traumas.
 
< Anterior   Próximo >
Cherwell SaaS
Cervello